Sites de Compras Coletivas perdem força no mercado

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por bediniz em 19/10/2011 18:17:04




O sites de compras coletivas protagonizaram uma verdadeira febre principalmente no Brasil e nos Estados Unidos, a cada dia surgiam novos sites que lotavam as caixas de e-mails dos internautas ávidos por descontos.

Até o fim do ano passado, havia no Brasil pouco mais de 250 páginas desse tipo. Na metade de 2011, foram contabilizados quase 2 mil sites. No entanto, a mania parece estar enfraquecendo. Das páginas analisadas pela empresa Bolsa de Ofertas, especializada nesse mercado, 28% estavam inativas, danificadas ou desativadas. Além disso, 11% são caracterizadas por sites novos, os quais pedem para o cliente se cadastrar, mas não dão certeza de que entrarão no ar. Para se ter uma ideia, o Groupon, maior empresa do setor, enfrenta uma crise, com perdas de US$ 102 milhões registradas no segundo trimestre de 2011.

“O consumidor vem perdendo o interesse pela novidade. As páginas oferecem uma oferta passiva, no qual o consumidor recebe vários e-mails de compras coletivas. As novas empresas que surgem já chegam imitando as maiores. Não dá para competir, pois os grandes grupos têm maior investimento”, explica Flávio Antônio Filho, especialista em soluções de internet e diretor da Buy2Joy, empresa especializada em e-commerce.

Além de não ser mais novidade, muitos desses sites, bem como os estabelecimentos comerciais que vendem os produtos ou serviços, são alvo de milhares de reclamações dos consumidores. Problemas como entrega de um produto inferior ao que foi anunciado, mal atendimento, dificuldade de devolução do dinheiro no caso de cancelamento, entre outros, são alguns motivos que podem ter feito o consumidor se desiludir com esse segmento.

Já conversei com alguns donos de salões, clínicas de estética e outras empresas que investiram nesse mercado e eles afirmam que, para eles, não dá lucro, e só ofertam seus produtos porque é uma forma barata de divulgação do estabelecimento. Acabam vendendo um serviço por um preço baixo, não conseguem atender bem à demanda gerada e o consumidor sai insatisfeito. Falando em insatisfação, sites como o Reclame Aqui estão recheados com reclamações sobre os sites de compras coletivas. Existe também o site Ouvidoria Coletiva, que é especializado nessa área, e registra a opinião dos consumidores.

Até o Facebook resolveu um dia implantar esse modelo de comércio em sua plataforma, mas após quatro meses de testes, resolveu colocar um ponto final no Facebook Deals, o serviço de compras coletivas de empresa. Por outro lado, o Google está expandindo o Google Offers para outras regiões dos Estados Unidos. 

Além disso, foi feita uma investigação nos EUA com dois sites: o Groupon e o LivingSocial, sendo constatado que os valores divulgados são elevados para tornar promoções mais atraentes.

O portal Thumbtack.com verificou cinco promoções concedidas por cada site para serviços locais, como limpeza da casa, porta-retratos customizados e planejamento de casamento. Para cada caso, a equipe do portal ligou diretamente para o estabelecimento, solicitando o valor regularmente cobrado pelos produtos. Foi provado que os preços eram inflados para que o desconto parecesse maior. O LivingSocial fez uso dessa prática em três das cinco mercadorias investigadas e o Groupon, simplesmente, em todas as cinco.

Exemplo: recentemente, o Groupon ofereceu um serviço de faxina por 85 reais, anunciando que o desconto sobre o preço oficial de 250 reais era de 67%. No entanto, ao contatar o estabelecimento, descobriu-se que, na verdade, o custo normal era de 140 reais.

A recomendação é que o internauta veja os descontos com ressalvas e pesquise antes de utilizá-los, para comprovar se realmente valem a pena.

Fontes: Idgnow e Pernambuco.com




Tags: compras coletivas, comércio, e-commerce, groupon Gostei! Favoritos

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